Professor Raul González Lima destacou, durante a abertura do evento, a importância de conectar pesquisa, empreendedorismo e setor produtivo para enfrentar desafios contemporâneos.
No dia 11 de agosto houve o Deep Tech Summit 2026, um evento para conexão de investidores, startups, pesquisadores e industrias, que discute a transformação do conhecimento cientifico em soluções produtivas para a sociedade, conforme os desafios globais. Durante o evento houveram palestras, paíneis, masterclasses e matchmakings que elevaram o debate sobre empreendedorismo e inovação dentro de uma perspectiva de crescimento social, por meio da ciência e engenharia de fronteira. Dentre esses debates, o Professor Dr. Raul González Lima, Coordenador da AUSPIN (Agência USP de Inovação), abriu as discussões tratando do papel central da Universidade de São Paulo na geração de conhecimento além dos muros acadêmicos, de modo a se comprometer na geração de benefícios concretos para a sociedade.
A fala do Prof. González Lima ocorreu na cerimônia de abertura do evento, e em sua intervenção, o coordenador da AUSPIN enfatizou que a missão da USP vai além da produção de conhecimento: é preciso garantir que a pesquisa gere impacto positivo e tangível na vida das pessoas. Essa visão está alinhada com a diretriz da universidade de ser uma instituição empreendedora e engajada, focada em converter o conhecimento científico de fronteira em soluções para problemas reais.
O compromisso das inovações e técnologias produzidas na USP com o crescimento da sociedade brasileira, se manifesta principalmente em duas frentes: criação de soluções que prezem pelo desenvolvimento sustentável e a propagação da cultura empreendedora. Nesse sentido, a Universidade busca não apenas produzir conhecimento, mas também criar condições para que ele seja aplicado na sociedade, contribuindo para o enfrentamento de desafios sociais, ambientais e econômicos. A cultura empreendedora, por sua vez, aproxima estudantes e pesquisadores da identificação de problemas e da criação de soluções, estimulando a transformação de pesquisas em tecnologias, negócios e iniciativas capazes de gerar impacto. Esse movimento fortalece a conexão entre a Universidade e diferentes setores da sociedade, ampliando as possibilidades de aplicação do conhecimento produzido na USP.
Para fortalecer esse movimento, a USP conta com um ecossistema de inovação formado por diferentes estruturas, iniciativas e instrumentos institucionais. Entre eles está a Política de Inovação da Universidade e a atuação da AUSPIN, que tem papel estratégico na aproximação entre a produção científica da USP e os diferentes setores da sociedade. A Agência atua como um ponto de conexão para transformar o potencial científico da Universidade em oportunidades de negócios, parcerias, transferência de tecnologia e desenvolvimento tecnológico. Dessa forma, contribui para que a pesquisa e o ensino superior mantenham sua relevância social e possam participar ativamente do desenvolvimento do país.
A presença da AUSPIN e do professor González Lima no Deep Tech Summit 2026 representa, nesse contexto, a própria conexão entre academia e mercado proposta pelo evento, que resulta em um compromisso na produção de inovações com a transformação social. Ao reunir a universidade pública, startups, investidores, corporações e pesquisadores, o encontro cria oportunidades para aproximar a ciência de iniciativas capazes de transformá-la em produtos, serviços, tecnologias, negócios e políticas públicas.
Ademais, a participação do coordenador da AUSPIN na abertura do evento, também reforçou a importância de reconhecer e ampliar o potencial da pesquisa brasileira. Mais do que produzir conhecimento, a Universidade tem o desafio de criar caminhos para que esse conhecimento alcance a sociedade e contribua para a construção de soluções diante dos desafios atuais. Ao destacar o papel da USP e da AUSPIN nesse processo, González Lima reforçou uma das principais mensagens do Deep Tech Summit 2026: a ciência produzida na América Latina possui capacidade para contribuir com desafios globais e para gerar soluções nas áreas de clima, saúde, alimentação e energia. A aproximação entre pesquisa, empreendedorismo, investimento e setor produtivo é, portanto, parte fundamental do processo de transformar conhecimento científico em desenvolvimento para a sociedade.

