Do laboratório ao mercado: Oficina de Pitch capacita estudantes da USP a transformar conhecimento em impacto social e econômico

Saber comunicar uma ideia complexa de forma simples, direta e persuasiva é um dos maiores desafios para cientistas, pesquisadores e novos empreendedores. No ecossistema de inovação, essa habilidade atende por um nome específico: pitch. Mas, afinal, o que é essa ferramenta e como transformá-la em um passaporte para parcerias e investimentos?

Para responder a essas perguntas e preparar os alunos para os desafios reais do mercado, a Área de Empreendedorismo da Agência USP de Inovação (AUSPIN), em parceria com o Núcleo de Empreendedores e o CEPID Bridge, realizou ontem uma Oficina de Pitch. O encontro ocorreu no Auditório InovaUSP e foi totalmente focado no desenvolvimento de habilidades de comunicação e na apresentação de ideias de negócios.

O que é uma oficina de pitch e como estruturar o roteiro?

Essencialmente, uma oficina de pitch é um treinamento que une técnicas de oratória, storytelling (a arte de contar boas histórias) e estruturação de negócios. O grande objetivo é capacitar o participante a transmitir o valor de sua solução de forma clara e objetiva para atrair clientes, parceiros ou investidores. Os treinamentos cobrem desde a criação do roteiro até a elaboração visual do material de apoio, o chamado pitch deck.

Durante o encontro de ontem, os participantes compreenderam que uma apresentação de sucesso não nasce do improviso, mas sim de uma estrutura padrão bem definida. Essa estrutura se divide nas seguintes etapas:

  1. Concepção: apresentação e explicação sobre o serviço exercido pelo negócio e qual resolução se adquire a partir dele.
  2. Validação: apresentação dos empreendedores e do time da startup, ressaltando aspectos que transmitem confiabilidade e credibilidade do empreendimento, como; escolaridade, competências, experiências, prêmios, parcerias, enfim, a sua reputação e a de sua startup.
  3. Solicitação: requerimento do que é necessário para a consolidação do empreendimento e apresentação da próxima ação desejada a partir disso.

Teoria, exemplos reais e prática no palco

Muito além da exposição teórica, a oficina trouxe uma forte dinâmica prática. Os estudantes tiveram a oportunidade de exercitar suas próprias apresentações e simular pitches reais, recebendo orientações e feedbacks imediatos ao longo da atividade para ajustar o tom, o tempo e a postura.

Toda essa jornada foi conduzida por Gisele Registro, profissional com mais de 30 anos de experiência na área comercial de empresas multinacionais de bens de consumo duráveis. Gisele é administradora de empresas formada pela FAAP, com especializações pela Fundação Vanzolini/USP e Provar/USP, MBA em Marketing pela USP e mestrado profissional em Gestão de Negócios pela FIA. Atualmente, é doutoranda em Administração de Empresas pela FEA-USP e pelo CEPID Bridge, onde desenvolve sua pesquisa justamente sobre o processo de comercialização no empreendedorismo de base científico-tecnológico, sob a perspectiva do mercado.

Atuando também como docente em cursos de pós-graduação da FGV e da Faculdade Belas Artes nas disciplinas de Vendas e Marketing, Gisele compartilhou com o público exemplos reais de sua trajetória corporativa e acadêmica. Essa bagagem enriqueceu os debates, aproximando a teoria dos desafios práticos enfrentados por quem deseja empreender.

Fortalecendo a cultura empreendedora na USP

A realização deste evento reforça o compromisso contínuo da Agência USP de Inovação e de seus parceiros estratégicos em fortalecer a cultura empreendedora dentro da Universidade de São Paulo. Ao oferecer oportunidades de formação e desenvolvimento técnico gratuitas, a AUSPIN cumpre seu papel essencial de apoiar os estudantes na missão de transformar o conhecimento gerado na academia em inovação e impacto real para a sociedade.

Para não perder as próximas oficinas, capacitações e eventos voltados ao empreendedorismo tecnológico, acompanhe a agenda nos canais oficiais da AUSPIN.